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Como vocês estão?
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Como postagem inicial do Blog trago uma discussão sobre o trabalho livre iniciado no período imperial do Brasil como forma de suprir a escassez de mão-de-obra escrava devido a proibição do tráfico negreiro e o encarecimento desse comércio. Como base dessa discussão usarei trechos do livro Memórias De Um Colono (1850) de Thomas Davatz, publicado em 1941.
PEGUEM SUAS XÍCARAS E VENHAM COMIGO!!!
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| Foto da fazenda Ibicaba (Limeira-SP) restaurada e visitada como ponto turístico na região. |
"Escapava-lhe uma noção rigorosamente
precisa e objetiva dos direitos e deveres que implica o regime do trabalho livre, em princípio menos orgânico e psicologicamente menos sentimental do que o da escravidão." (DAVATZ, 1941, p. 27)
A imigração em São Paulo, segundo Sérgio Buarque de Holanda, que escreveu o prefácio do livro, diz que "foi a repressão ao tráfico e o consequente encarecimento do escravo que estimularam a imigração. Não houve colonização mas importação de braços. Não se procurou, no princípio, colonizar, mas substituir o braço escravo pelo imigrante". A Fazenda Ibicaba, propriedade do Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, ao longo do século XIX foi alvo de estudos que enfocaram a experiência com o sistema de parceria que ela abrigou. Tá, mas o que é um Sistema de Parceria?
A imigração em São Paulo, segundo Sérgio Buarque de Holanda, que escreveu o prefácio do livro, diz que "foi a repressão ao tráfico e o consequente encarecimento do escravo que estimularam a imigração. Não houve colonização mas importação de braços. Não se procurou, no princípio, colonizar, mas substituir o braço escravo pelo imigrante". A Fazenda Ibicaba, propriedade do Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, ao longo do século XIX foi alvo de estudos que enfocaram a experiência com o sistema de parceria que ela abrigou. Tá, mas o que é um Sistema de Parceria?
Na substituição de mão-de-obra escrava a empresa "Vergueiro e Companhia" recrutava imigrantes europeus, financiava a viagem e o imigrante tinha que quitar sua dívida trabalhando por, pelo menos, quatro anos. A cada família cabia um número determinado de pés de café que pudesse cultivar, colher e beneficiar, além de roças para o plantio de mantimentos. O produto da venda do café era partido entre colono e fazendeiro, devendo prevalecer o mesmo princípio para sobras de mantimentos que o colono viesse a vender. Esses contratos ficavam conhecidos como "Sistema de Parceria". Tal sistema foi adotado por diversas fazendas pelo Brasil como forma de organizar o trabalho agrário. Tá, mas o que mudou?
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| Foto de algumas das máquinas manuais para benefício de grãos de café existentes na Fazenda Ibicaba (Limeira - SP) |
A fazenda Ibicaba era autossuficiente, dentro de suas demarcações existia escola, igreja, casa de máquinas, torre do relógio, senzalas, casebres onde pequenas famílias de imigrantes moravam, casa-grande, um comércio local de produtos diversificados cultivados na própria fazenda para consumo dos que ali habitavam,etc. Tá, mas o que isso implicava no aspecto social dos trabalhadores da Fazenda Ibicaba?
Nessa "troca" da mão-de-obra escrava para a de trabalho livre - Sistema de Parcerias - imigrantes e escravos dividiam as mesmas funções no trabalho da fazenda, tanto que, na década de 1880, Ibicaba contava já com 400 escravos, dividindo as tarefas produtivas com as famílias de colonos remanescentes.
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| Foto das dependências da fazenda Ibicaba (Limeira-SP) restaurada e visitada como ponto turístico na região. |
No regime de trabalho escravo, a jornada de trabalho e o esforço físico do trabalhador eram crua e diretamente regulados pelo lucro do fazendeiro de forma cativa, já com o trabalhador livre que, sendo juridicamente igual a seu patrão, dependia de outros mecanismos de coerção para ceder a outrem a sua capacidade de trabalho. Resumidamente, o ciclo escravo baseava-se em traficar, confinar e punir; e o do colono era contratar, vigiar e reprimir.
Aqui lanço uma questão à ser pensada criticamente: AO ENTENDERMOS TAL FUNCIONAMENTO DE UMA FAZENDA CAFEEIRA, EXEMPLIFICADA PELA FAZENDA IBICABA, PODEMOS AFIRMAR QUE O ESCRAVO ERA DIFERENTE DO COLONO IMIGRANTE? SERÁ QUE AQUELE QUE ERA CONTRATADO E TRAZIDO DA EUROPA TERIA MAIS "BENEFÍCIOS" DO QUE AQUELE QUE HAVIA SIDO TRAFICADO DA ÁFRICA? OU TAIS CONDIÇÕES SE ASSIMILAVAM EM VÁRIOS ASPECTOS?
Sintam-se a vontade de trazer o seu posicionamento aqui nos comentários.
Obrigada e bom café!!!


Parabéns Camila Geissler! pela pesquisa concluída, pelo Layout da página, pela leveza do texto e brilhante fala postada em Podcast...
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